Introdução
Capítulo 1: O Palco Dourado de Water 7 e o Disfarce Absoluto
A metrópole aquática de Water 7, com seus canais cristalinos, arquitetura estonteante e engenharia naval inigualável, apresentava-se não apenas como uma maravilha civilizacional e estrutural erguida teimosamente sobre as ondas rebeldes e indomáveis do oceano bravio, mas também despontava secretamente como o palco dourado, vibrante e insuspeito de uma das mais obscuras, elaboradas e prefeitas operações de infiltração tática e espionagem prolongada já arquitetadas de forma fria e metódica pelas mentes governamentais da Cipher Pol. No cerne pulsante e incessante deste próspero, estrondoso e gigantesco ecossistema de construtores de navios, a figura imponente, visionária e acolhedora de Iceburg, o carismático prefeito eleito pelas massas e presidente reverenciado da Companhia Galley-La, representava a esperança e o pilar inabalável de toda uma sociedade efervescente, orgulhosa e vibrante de operários e comerciantes audazes. Contudo, nas sombras imperceptíveis projetadas diariamente por suas imponentes docas sob a claridade esplêndida do sol marinho, uma tempestade sorrateira, silenciosa, mortífera e calculadamente letal já se formava, enraizando-se de maneira profunda no próprio seio da confiança pública e privada construída à custa do sacrifício honrado do lendário mestre carpinteiro Tom. O disfarce assombroso e de longa duração arquitetado brilhantemente por Kalifa, ao assumir com perfeição e sem um único sobressalto a posição crítica e indispensável de secretária pessoal administrativa e braço direito de Iceburg, não consistiu em uma mera infiltração burocrática superficial ou em uma fachada de curto alcance tático; tratou-se, de fato e de direito, de uma obra de arte da espionagem estatal de mais alto nível global, uma execução fenomenal e magistral do apagamento completo e aterrorizante do 'eu' original em favor do florescer de uma mentira tangível, sedutora e irretocável, operando diuturnamente, sem férias ou tréguas morais, sob o escrutínio ininterrupto e constante de milhares de olhos atentos, perspicazes e apaixonados que acompanhavam cada passo retumbante e decidido do líder máximo daquela gigantesca e próspera metrópole flutuante.
Para compreender em toda a sua extensão monumental a grandiosidade sombria, assustadora e psicologicamente excruciante do feito de Kalifa ao longo da meia década de fingimento ininterrupto, torna-se imprescindível dissecar as exigências operacionais e mentais esmagadoras do papel diário que ela escolheu absorver, treinar e encarnar até que a fronteira limítrofe e invisível entre o papel interpretado de forma primorosa e a realidade visceral das suas lealdades sombrias e secretas se desmanchasse no ar úmido e salgado de Water 7. Uma secretária executiva dedicada unicamente e encarregada da autoridade máxima e centralizadora da cidade e da indústria naval mais importante de todo o globo deve, obrigatoriamente e invariavelmente, possuir não apenas um intelecto incrivelmente afiado, uma rapidez de raciocínio lógico ímpar e uma capacidade assombrosa de organização logística e administrativa impecável, mas também requer o estabelecimento de um carisma calculadamente distante, elegante, uma presença feminina e profissional que impõe um respeito imediato e categórico sem, contudo, atrair de forma indevida, suspeita e destrutiva as atenções alheias e indesejadas para as suas verdadeiras origens enigmáticas e para as intenções bélicas, furtivas e ocultas que fermentavam e apodreciam sob os seus trajes meticulosamente arrumados, os saltos de som compassado e o sorriso sarcástico, medido, sempre acompanhado de respostas cortantes e rápidas, prontas para dissuadir qualquer intrometido curioso a ultrapassar os limites profissionais estritos. Durante os arrastados e cruciais anos do exílio voluntário infiltrado, Kalifa calçou perfeitamente os sapatos, as rotinas e a personalidade falsa de uma administradora impecável e irretocável, abdicando de suas pulsões selvagens, sangrentas e inclinações letais violentas inerentes aos terríveis assassinos que dominam a arte corporal e marcial super-humana do Rokushiki em absoluto favor e em prol de uma fachada artificial inquebrável, polida e brilhante que exalava, de modo genuinamente ilusório aos sentidos fracos e confiantes das vítimas ingênuas, o puro e imaculado profissionalismo, a lealdade inquestionável e a dedicação administrativa incansável.
Seus gestos fluidos e exatos, a maneira mecânica, coreografada, quase hipnótica e característica com a qual ela ajustava os seus óculos translúcidos sobre a ponte do nariz em momentos de suposta concentração, de tensão rotineira ou de pretensa impaciência corriqueira – um tique físico, não inato, mas minuciosamente desenhado, cultivado e empregado à exaustão unicamente e estritamente para projetar na mente dos espectadores inocentes uma aura e uma atmosfera inabalável de seriedade engravatada, compromisso férreo e impaciência simulada face à desordem – bem como até mesmo e principalmente as suas recusas peremptórias, vocais, incisivas, inconfundíveis e teatrais, marcadas pela sua icônica resposta defensiva às investidas cômicas, esdrúxulas e constantes de um suposto chefe excêntrico, tudo no comportamento da agente foi ensaiado e coreografado mentalmente com a exatidão inumana, gélida e cruel de quem compreende profunda e sombriamente que um único deslize ínfimo de microexpressão facial, um piscar de olhos hesitante ou um tremor nas cordas vocais custaria não apenas a derrocada e o fracasso monumental e embaraçoso da missão vitalicia encomendada diretamente das instâncias mais perigosas do Governo, mas sobretudo resultaria no estilhaçamento da honra letal, impiedosa e macabra construída a base de sacrifício, dor e doutrinação perante as ordens silenciosas e supremas do mundo.
Capítulo 2: A Erosão Fria, Implacável e o Abismo Aterrador da Confiança
Iceburg definitivamente não se enquadrava e nem figurava no patamar estatístico e psicológico de um alvo ordinário, previsível ou suscetível de ataques convencionais de inteligência ou assassinato barato no mercado do submundo que grassava pela vastidão do oceano tempestuoso. Legítimo herdeiro do imensurável, genial e formidável legado técnico naval da lenda Tom, guardião silencioso e protetor solitário do tesouro bélico e do terror engarrafado nos papiros mais perigosos e avidamente cobiçados pelos impiedosos senhores invisíveis e coroados da nobreza e das instâncias superiores da justiça mundial que dominam os tronos de Mary Geoise – os projetos e os diagramas apocalípticos da arma ancestral e lendária com poder avassalador de varrer ilhas inteiras dos mapas conhecidos, Pluton –, o magnata e prefeito absoluto de Water 7 construíra, desde o fatídico e trágico dia em que testemunhou impotente e devastado o derramamento cínico do sangue inocente de seu mestre perante as engrenagens corruptas da Cipher Pol anterior, uma colossal, silenciosa e invisível fortaleza mental, um escudo moral aparentemente inexpugnável, impenetrável e blindado contra as invasões forasteiras. Toda essa blindagem espessa, recheada pela dedicação árdua e férrea ao progresso e a um futuro utópico e pacífico do mundo, estava intrincadamente velada, diluída e perfeitamente mascarada pelas suas costumeiras, diárias e teatrais atitudes caprichosas de um homem relaxado, por uma leveza de espírito incomum em meio à tensão, pelas brincadeiras bobas ao colocar nomes aleatórios em ratinhos de estimação, despistando assim o escrutínio sério e perigoso e criando um paradoxo ambulante indetectável de quem porta fardos incalculáveis e mundiais sem jamais deixar transparecer e vazar o desespero paralisante contido na caixa torácica.
A verdadeira, ardilosa e insidiosa missão incubada, planejada e despachada para a equipe de infiltradores letal e sombria da temível CP9, e orquestrada passo a passo, centímetro por centímetro por Kalifa e seus comparsas de escuridão durante meias décadas longas e excruciantes, não consistia no mero, trivial e simplório ato de assassinar rápido, silencioso e letal de uma figura pública na calada e calmaria das brisas úmidas e gélidas da noite metropolitana; essa era uma meta demasiadamente banal. A ordem governamental suprema, absoluta e inflexível exigia fundamentalmente uma extração de informações minuciosa e sutilíssima, uma sondagem lenta e uma ruptura precisa, cirúrgica, paciente e assustadora da abóbada craniana psíquica e dos recônditos sombrios dos segredos trancafiados hermeticamente nas dobras da mente de um homem brilhante, calculista e excepcionalmente precavido que jamais e em tempo algum deixara de duvidar de seus próprios lençóis no amanhecer. Para consumar este terror lento e de progressão paralisante, Kalifa e a sua presença ininterrupta foram moldados e transmutados lentamente em um reluzente bisturi psicológico utilizado para cortar, fatiar e dissecar, com sutileza demoníaca, as camadas densas e sucessivas de isolamento protetor, desmantelando dia após dia os muros e as amarras defensivas que envolviam com ferocidade as antigas memórias, a lealdade inabalável do discípulo órfão e amargurado, esfarelando e destruindo, numa conta-gotas de falsa confiança, a sua percepção nítida e segura da realidade tangível ao seu redor sem que ele, por um segundo tortuoso que fosse nas infinitas reuniões e papeis empilhados sob os óculos de sua assistente, jamais desconfiasse da voracidade predatória, letal e escarlate das sombras de longas pernas que se moviam silenciosa e pacientemente a poucos metros de distância da sua nuca exposta.
A natureza intrínseca, visceral e incalculável da crueldade incrustada nas garras sombrias das artes da espionagem de longa duração alcança o seu ápice angustiante, perturbador e nauseante e macabro não através da descida vertiginosa e rasgadora da lâmina ensanguentada forjada que corta o pescoço e rasga a carne de uma só vez estancando os gritos no sufoco do gurgolejo escarlate, porém sim por intermédio doloroso da traição estendida, prolongada, meticulosamente diluída no tempo que consome os segundos, do cultivo metódico, amoroso e insidioso da confiança suprema e do afeto paternal ou profissional erguido a muito esforço e respeito cego unicamente e estritamente com o intuito derradeiro de transformá-la, no momento mais escuro e oportuno ditado pelo destino sombrio das chamas do traidor, na arma cortante, fria, letal e irreversivelmente destruidora das almas, cravada de maneira sádica, zombeteira e inesquecível pelo algoz dissimulado de aura perversa no instante e segundo exato da quebra de expectativa onde todas as guardas caem pela familiaridade mortífera.
Capítulo 3: A Decomposição Brutal da Verdade e a Revelação Chocante nas Sombras do Aposento
Em retrospectiva e observando cuidadosamente as engrenagens silenciosas da cidade das águas cristalinas deslizando suavemente para a borda iminente de um precipício abissal incontrolável e trágico de onde não se avista luz, torna-se pavoroso e perturbador constatar com todas as letras e evidências que Kalifa tornou-se a mão direita essencial, inquestionável, firme e de pulso resoluto, a própria viga mestra profissional do cotidiano laborioso, exaustivo e esmagador de Iceburg, a confidente silenciosa, a secretária indispensável, impecável, onipresente que arquivava e organizava não apenas e tão somente a sua imensa, estressante, grandiosa e exigente vida pública de discursos para as massas e negociações bélicas diplomáticas sob a cortina dos ferreiros navais, mas que, acima de tudo, decodificava nas sombras dos arquivos cada uma das suas minúcias comportamentais, as suas fragilidades intrínsecas e silenciadas, mapeando cada suspirar, a sua crescente dependência vital, quase obsessiva, pelas rotinas meticulosamente estruturadas por ela e enxergando em primeiríssima mão o seu cansaço físico e espiritual cada dia mais velado, agudo e constante sob o fardo de proteger um projeto e esquematização naval capaz de partir a terra em dois hemisférios em pedaços e de aniquilar a civilização se caísse em garras sujas, nefastas e erradas que clamam pelo monopólio despótico das armas letais globais.
No limiar angustiante, denso, silencioso e insuportável da meia-noite trágica e derradeira sob um véu de chuva cortante e melancólico, o instante excruciante em que a máscara, construída à base de milhares de sorrisos laboriosamente ensaiados em frente a espelhos vazios, respostas curtas irônicas predefinidas e uma aparente, resplandecente e louvável eficiência exemplar mantida estoicamente ao longo de dolorosos, claustrofóbicos e exaustivos cinco anos ininterruptos de falsa submissão e dedicação artificial, de repente e finalmente, rachou sob o estalar e quebrar iminente do relógio e estilhaçou-se completamente em pedacinhos irrecuperáveis ao ar da traição premeditada, revelando e desnudo a escuridão implacável, monstruosa, assassina, devoradora e assustadora da Cipher Pol Número Nove rastejando perigosamente por trás dos seus olhos castanhos e sedutores, outrora serenos, competentes e pacificadores em meio a crises na companhia de barcos, transformando irremediavelmente a realidade na sua própria cova infernal projetada num espetáculo fúnebre sem aplausos.
O golpe infligido no âmago existencial quebrado e devastado de maneira irreparável ao líder amado não se configurou meramente em um ataque brutal, sangrento, grotesco, violento e veloz à sua combalida e ferida integridade física através de tiros disparados na umidade do quarto com frieza calculada – que o deixaram pendendo por um fio quase invisível e invisivelmente esgarçado de poças de sangue derramadas tristemente nos tapetes esfarrapados da escrivaninha de seus próprios aposentos sagrados e silenciosos na calada das noites em ebulição da iminente tempestade formidável de Aqua Laguna –, mas representou verdadeiramente um cataclisma apocalíptico, um abalo tectônico gigantesco, corrosivo e demolidor na própria e inviolável fundação e base da sagrada sanidade, dos pilares, dos princípios éticos invioláveis e das convicções morais esperançosas, heroicas e inabaláveis do homem machucado que perdeu tudo, e, pela segunda vez, era forçado a enfrentar os fantasmas da justiça estatal opressiva rasgando seu seio familiar novamente de modo doloroso, impiedoso, covarde, destroçando inteiramente cada resto de fé, afeto e crédito que ele estupidamente, inocentemente e humanamente depositava na lealdade pacífica, protetora e inquestionável das pessoas que juravam escudá-lo sob as asas laborais da maior construtora pacífica dos mares, lançando-o atordoado e alvejado a sangue frio por companheiros próximos num vertiginoso redemoinho desolador de traições impensáveis, covardes, monstruosas e abissais de onde muitos jamais conseguiriam sequer voltar a sonhar nas noites intermináveis sem gritar de terror.
Capítulo 4: O Abismo da Desconfiança Coletiva e a Imagem Cinematográfica do Fim da Ilusão
Fechemos os nossos olhos contemplativos por alguns instantes efêmeros e voltemos a fixar a lente da imaginação, emoldurando perfeitamente de forma lúgubre e densa e dramática o fabuloso e sombrio quadro em preto e branco vertiginoso onde essa epopeia das sombras tem seu clímax letal e estrangulador; visualizemos mentalmente e revisitemos as entranhas detalhadas do painel clássico e magistral do mangá exatamente no momento chocante, divisor de águas, nauseante, formidavelmente coreografado, catártico e sufocante da revelação do horror aterrador. A cena sufocante decorre silenciosa no quarto trancado, violado, destruído e profanado de um esfacelado Iceburg no pináculo desesperado de suas forças vitais minadas pelas balas da mentira institucional; as paredes banhadas assustadoramente pela palidez iluminada de maneira precária e lúgubre, lançando medos e fantasmas sombrios sobre a madeira retalhada com os últimos vestígios de luz dourada, macilenta, rastejante pelas chamas tênues, oscilantes e agourentas de uma lareira que consome as lenhas finais que ardem devagar no recinto infestado da morte sussurrada. Neste espetacular espetáculo gélido, fúnebre, silenciosamente cruel e implacável do triunfo governamental maquiavélico e sujo orquestrado no silêncio da noite pelas presas dos monstros de máscaras carnais de escuridão profunda, os supostos invasores ocultos assassinos, ágeis e silenciosos, rasgam as suas amarras teatrais forjadas; eles se despojam lenta e dramaticamente com repulsa crescente dos seus trajes e ornamentos bestiais animalescos das trevas operacionais provisórias elaboradas contra alvos menores, os seus disfarces noturnos sujos perdem função, e, assim, erguem orgulhosos a sua monstruosidade autêntica em glória, caindo as mortalhas pretas banhadas em chuva suja nos tapetes destroçados manchados do vermelho carmim escorrendo abundante para a eternidade e exibem com orgulho asfixiante e sorriso gélido assombroso as gélidas e zombeteiras feições familiares, serenas e desalmadas daqueles que antes representavam e envergavam o honrado manto da lealdade: os carpinteiros de total e pura confiança e escudo, bem como o horror incontestável da face letal e familiar da insuspeitável secretária irretocável de pernas alongadas, vestes impecáveis e óculos arrumados reluzentes à luz difusa das brasas finais consumidas.
Nesse limiar macabro do estilhaço doloroso absoluto de toda uma história e vida vivida na ingenuidade sob as engrenagens invisíveis, a frieza aterrorizante, profunda, letal e estéril da indiferença e da eficiência militar corrompida com que Kalifa, outrora defensora aparente da dignidade, repousa seu calmo olhar e fita desdenhosamente, impassivelmente o semblante quebrado e os olhos esbugalhados deIceburg ferido, destroçado pelo golpe surdo e agoniado pelas balas e pela traição irreparável e brutal – ela agora encontra-se total, inegável e completamente destituída de qualquer traço infinitesimal, faísca residual e brilho mínimo de uma possível compaixão passageira, de piedade hesitante e carente por completo da mais profunda e digna humanidade oriunda da gratidão natural pelos vastos e incontáveis anos de um convívio falsamente pacífico, supostamente harmonioso, compartilhado entre sorrisos falsos de escritório e pilhas de folhas rabiscadas e carimbadas nos fins de expedientes abafados pelo riso do povo alheio à fatalidade de seus líderes amados e protegidos por escudos de papel frágil cortados por navalhas venenosas. Essa atitude fria não é apenas a negação da empatia, mas é dotada de uma brutalidade silenciosa, estonteante, ríspida, pungente que imediatamente corta feito um gelo navalhante que percorre e congela de pavor e repulsa e assombramento ascorrentes de sangue avermelhado nas veias entorpecidas e enregeladas do protagonista e dos milhões de leitores extasiados e atentos sentados estáticos na ponta da poltrona segurando o volume da obra estupefatos de terror sem conseguir sequer soltar o fôlego acumulado no peito diante da imensidão impiedosa dos tentáculos estatais.
Essa aterradora e memorável transição psicológica, estética e comportamental macabra, assombrosa, nauseante e brilhante orquestrada num segundo microscópico estático de desespero abissal que se congela ao longo de um quadro inesquecível da secretária falsamente exasperada, queixosa de seus problemas administrativos tolos, protetora do seu suposto mestre indefeso que brinca com mascotes roedores, mas eternamente zelosa de cada migalha do seu trabalho burocrático metódico e perfeitamente polido sem atrasos – que em frações de centésimos de respirações paralisadas pelo susto brutal se metamorfoseia espantosamente, friamente perante o espectador assombrado para a autêntica, cruel e perversa essência revelada por detrás da beleza plástica assassina letal, metódica, indiferente e imbuída, treinada, saturada com habilidades corporais mortíferas inumanas letais provenientes das monstruosas, cruéis e exigentes artes supremas e antigas milenares do assassinato marcial inquebrável, sangrento e invisível da Cipher Pol, o insuperável, terrível e avassalador Rokushiki com seus passos ilusórios rasgando os ventos, as defesas impenetráveis e mortíferas e os furos silenciosos de um dedo cortante como bala nos pulmões dos inocentes assustados; essa virada constrói, compõe e constitui solidamente nas engrenagens de Eiichiro Oda de longe, seguramente, uma das mais fascinantes, tenebrosas, geniais e genialmente viradas estonteantes de narrativa investigativa magistral, uma reviravolta de tirar fôlego de choque de roteiro mais assombrosamente construídas e amarradas por anos meticulosamente na vasta e monumental teia estrutural da gigantesca tapeçaria viva, épica e incomparável da referida narrativa monumental marítima contada durante vastas décadas de aventuras inigualáveis de tirar o chapéu ao longo dos oceanos grandiosos e tormentosos desbravados rumo ao fim das perigosas linhas insulares misteriosas.
Capítulo 5: O Arquétipo do Abismo e a Máquina de Extermínio da Consciência Individual
Em todos os seus intrincados disfarces operacionais sombrios e durante as infinitas, densas e calmas conversas cotidianas burocráticas regadas a pilhas infindáveis e relatórios cansativos preenchidos de burocracia governamental mentirosa empilhados simetricamente na sua imaculada mesa executiva lustrada a óleo da Companhia Galley-La, Kalifa exibia e carregava de forma magistral, invisível, assustadora e friamente engessada uma profunda vacuidade assombrosa mascarada pelo brilho profissional impecável, e ela nunca apresentou, demonstrou nem transpareceu nos menores atos hesitantes sequer uma fissura na casca de sua identidade artificial envernizada, nem um vislumbre fugaz da menor vacilação espiritual ou de dúvida excruciante que assola o ser e perturba as noites de sono da alma condenada e assombrada pelos remorsos silenciosos das mentiras acumuladas em segredo na escuridão. Ao contrário das profundas, belas e dolorosas representações e conflitos emocionais, psíquicos e complexos que frequentemente perpassam, definem, atormentam e corroem por dentro lentamente, amargamente e cruelmente as entranhas esgarçadas da esmagadora maioria de personagens grandiosas que lidam com uma constante dissimulação prolongada na literatura de espionagem densa, onde muitos inev মাস্টার inevitavelmente acabam dolorosamente, perigosamente caindo em armadilhas afetuosas e desenvolvendo secretamente algum mínimo e letal nível de apego destrutivo afetuoso para a continuação da sua missão sangrenta ou de sincera compaixão vacilante, sufocante e perigosa pelas amadas e infelizes figuras gentis que são friamente alocadas e destinadas pelas autoridades cruéis, invisíveis e de cúpula para serem, mais cedo ou mais tarde, sumariamente abatidas e eliminadas com rigor pelas suas armas letais e impiedosas escondidas; Kalifa de forma gélida subverte por completo toda e qualquer expectativa poética sentimental forjada nas histórias clássicas dos corações bandidos tristes e traidores amargurados.
A meticulosa, fria e letal construção, lapidação e formatação psíquica governamental e a natureza sinistra de sua identidade de combate assassina e leal formam e forjam perfeitamente de forma indelével um autêntico e implacável buraco negro absoluto e colossal, esmagador e devorador de qualquer afeto sincero em sua alma. Não transborda nela ou em seus companheiros de genocídio o fervor abrasador, fanático e a retórica flamejante e cega do inclemente do almirantado opressor banhado em dogmas derramadores de puro sangue que incinera ilhas e inocentes em nome do extermínio dos malfeitores mundiais e opositores na justiça divina das cruzes caídas sobre as costas da liberdade; também e surpreendentemente inexistem as complexas, pesadas e paralisantes amarras da dúvida, dos sentimentos paralisantes, dos remorsos cruéis sobrepostos e das constantes e asfixiantes lutas éticas exaustivas e silenciosas presenciadas de fato na dualidade atormentada de marinheiros que ainda tentam honrar a bússola correta de justiça moral e bondade divina. A sua devoção incontestável inabalável, silenciosa, mortífera e pragmática à imensa, colossal, devoradora e monstruosa Máquina Estatal do enigmático mundo de Mary Geoise a torna perfeitamente, inumana e assustadoramente uma representação aterrorizante de uma engrenagem fria assassina reluzente e incansável sem engasgos.
Este triunfo perversamente silencioso espalha as raízes venenosas do caos institucional impiedoso no mundo e nos corações tristes dos abandonados da terra. Através dos óculos limpos, do discurso afiado defensivo contra intrusões de curiosos e de pernas longas esguias que mascaravam o perigo real dos botes destrutivos marciais inumanos do extermínio rápido das artes da morte, a sua real beleza letal esconde e sufoca até a asfixia das brisas pacíficas todo o perigo inegável letal assassino silenciosamente pronto nos músculos e tendões e ligamentos forjados no sangue, a rainha impecável indiscutível do horror da máquina fria. Esse é, de maneira inconteste e indelével, o triunfo avassalador, letal e sombriamente fascinante, repulsivo e majestoso do horror absoluto da dissimulação estatal inumana perfeita moldada pelas garras silenciosas e invisíveis, assustadoras e implacáveis no tabuleiro de intrigas gigantescas dos mares enevoados da corrupção, transformando eternamente, sem direito a clemência, qualquer sonho utópico pacífico, brisa suave ou amizade laboriosa em uma amarga e excruciante lembrança empoeirada no baú fúnebre doloroso e esquecido das traições mortais irrecuperáveis perdidas para sempre ao relento do Século Perdido. Na vastidão imensurável de personagens que desfilam com majestade sombria ao longo e no âmago da aclamada obra monumental dos oceanos infinitos divididos por mares hostis e promessas misteriosas nas perigosas linhas de risco inimaginável, Kalifa perdura impiedosamente letal, memorável e brilhante no patamar eterno dos vilões silentes que destruíram impérios com o afago falso de uma adaga invisível encravada para toda a eternidade sob o disfarce das roupas mais limpas com as mentiras mais perversas das noites da humanidade que não clama aos céus silenciosos pelas crueldades cometidas com precisão nos subterrâneos das cortes invisíveis do mundo moderno.